Na hora de dormir, ela sem querer dormir, resolveu botar a mãe para dormir:
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa mamãe que tem medo de careta.
Eu vou, eu vou
pra cozinha agora eu vou.
Eu vim voando no vento. Cheguei junto com o sol, com a chuva, com o dia e a noite. Cheguei com a natureza inteira em mim. Eu sou Joana.
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega essa mamãe que tem medo de careta.
Eu vou, eu vou
pra cozinha agora eu vou.
Para armazenar:
1. Usar vidros de café solúvel ou maionese (retirar o papelão da tampa)
2. Lavar bem os vidros com detergente neutro e levar ao fogo para ferver por 20 minutos
3. Deixar a água escorrer das tampas e vidros (sem enxugar) e guardar em um recipiente fechado
Na ordenha:
1. Lavar bem as mãos e prender os cabelos
2. Deixar 2 dedos sem leite abaixo da tampa do vidro
3. Identificar o vidro escrevendo a data e a hora da coleta
4. Pode acrescentar leite ao vidro contendo leite já congelado até o prazo de 24 horas da primeira ordenha neste vidro
Conservação do leite:
1. Até 2 horas em temperatura ambiente
2. Até 24 horas na geladeira (não pode ser na porta)
3. Até 15 dias no freezer ou congelador
4. Após 15 dias o leite deve ser pausterizado para ser conservado durante 6 meses (a pausterização pode ser feita em qualquer serviço que tenha banco de leite, ex. em PE: IMIP)
Consumo:
1. Descongelar em banho-maria, temperatura ambiente ou prateleira da geladeira
2. Retirar a quantidade necessária para o consumo (consumir em até 2 horas em temperatura ambiente ou 24 horas na geladeira)
3. Não congelar novamente
* O material da bombinha Mendela é de plástico, que apesar de resistente, não pode ser fervido. Então deve ser desinfetado com a seguinte solução:
1. Um litro de água fervida e fria
2. Uma colher de sopa de água sanitária sem perfume
3. Esta solução deve cobrir todo o material por 40 minutos. Retirar e deixar escorrer para depois guardar em um recipiente fechado. Esta solução só precisa ser trocada a cada 24 horas
Fonte: Curso para Gestantes e Familiares, UniAme - Unimed Recife.

Ô Ô saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto
Do Clube das Pás, do Vassouras
Passistas traçando tesouras
Das ruas repletas de lá
Batidas de bombos são maracatus retardados
Chegam da cidade cansados
Com seus estandartes no ar.
Que adianta se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo Walfrido Cebola no passo
Haroldo, Mathias, Colaço
Recife está dentro de mim.
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xóte, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração.





O Filho Que Eu Quero Ter
Vinícius de Morais / Toquinho
É comum a gente sonhar, eu sei,
Quando vem o entardecer;
Pois, eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer.
Vejo um berço e nele eu me debruçar
com um pranto a mim correr
e assim chorando acalentar
o filho que eu quero ter.
Dorme, meu pequenininho
Dorme, que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem.
De repente eu o vejo se transformar
No menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim.
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim.
Dorme, menino levado
Dorme, que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem.
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu,
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu.
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus,
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus.
Dorme, meu pai sem cuidado
Dorme, que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.
ANTES QUE ELAS CRESÇAM
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade, que você sente que não pede mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha, que você não percebia? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal ou escola experimental?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você agora está ali na porta da discoteca esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então, com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro ou segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e das ditaduras das horas. E elas crescem, meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas. Só nos resta dizer "bonne route, bonne route" como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha lhe oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis. da infância e os adolescentes cobertores naquele quarto cheio de colagens, posters e agendas coloridas de pilot. Não, não as levamos suficientes vezes ao maldito drive-in ao Tablado para ver Pluft, não lhes demos suficienfes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedidos de sorvetes e sanduíches, cantarias infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora dos pais nas montanhas terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco. Por isto os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isto é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
AFONSO ROMANO DE SANT’ANNA
(O homem que conheceu o amor, 1988)
My Girl
Smokey Robinson
Bryan:
I’ve got sunshine on a cloudy day
When it’s cold outside
I’ve got the month of May
Bryan (All):
I guess you’d say
What can make me feel this way
My girl (my girl, my girl ooh)
Talkin’ bout my girl
(My girl)
Shane:
I’ve got so much honey
The bees envy me
I’ve got a sweeter song
Than the birds in the trees
Shane (All):
Well, I guess you say
What can make me feel this way
My girl (my girl, my girl ooh)
Talkin’ bout my girl
My girl
Ooh
Hey hey hey
Hey hey hey
Ooh yeah
Mark:
I don’t need no money
Fortune or fame
I’ve got all the riches baby
One man can claim
Mark (All):
Well, I guess you say
What can make me feel this way
My girl (my girl, my girl, ooh)
Talkin’ bout my girl
My Girl
Talkin’ bout my girl
I’ve got sunshine on a cloudy day
With my girl,
I even got the month of May
My girl
(Tradução)
Minha Garota
Eu tenho a luz do sol num dia nublado
Quando está frio lá fora
Eu estou no mês de Maio (verão nos EUA)
Eu suponho que você diz:
O que pode me fazer sentir deste jeito?
Minha garota (minha garota)
Falando sobre minha garota.
Eu tenho tanto mel que as abelhas me invejam
Eu tenho uma canção mais doce
Do que os pássaros nas árvores
Refrão:
Bom, eu suponho que você pensa
O que pode me fazer sentir deste jeito?
Minha garota (minha garota)
Falando sobre minha garota
Eu não preciso de nenhum dinheiro, fortuna ou fama
Eu tenho todas as riquezas, baby,
Que um homem possa desejar
Refrão
Falando sobre minha garota (minha garota)
Eu tenho sol num dia nublado,
Com minha garota
Falando sobre minha garota, falando sobre, ...
Minha garota...
É tudo de que consigo falar:
Minha garota...
(falar sobre minha garota...)
